REZADEIRAS E O PODER DE DEUS

By Biagio Grisi de Ogun Nagô

As rezas com intuito de amenizar sofrimentos por doenças ou situações são ensinamentos passados por catequizadores europeus que chegaram até os nossos dias através das Rezadeiras. As Rezadeiras são mulheres com dom especial, que num misto de fé e prática da medicina popular, mantêm viva uma tradição cultural.

Segundo a Rezadeira Emília, que também é Sacerdotisa de Umbanda, existe reza para tudo: mau-olhado ou quebranto, espinhela caída, vento virado, erisipela, cobreiro e também reza para a paz familiar. As Rezadeiras também conhecem ervas e raízes que ajudam no tratamento de vários tipos de doenças, como por exemplo: bronquite, asma, nervosismo, insônia, dentre outras.

Dona Emília que tem 73 anos de vida e 50 como Rezadeira diz que além da fé uma Rezadeira tem a responsabilidade de zelar pelo bem estar dos que lhe procuram sem nada cobrar. “Se a Rezadeira pedir dinheiro como pagamento por suas rezas, ela com certeza perderá os seus dons”.

Com um rosário e um galho de erva na mão que pode ser de aroeira, arruda ou vassourinha, a Rezadeira recita uma oração em cima da pessoa até a erva murchar. Quando a erva murcha, significa que o malefício foi debelado. Por conta da sabedoria das mulheres Rezadeiras, foi instalada no Ceará em 2004 uma escola para a formação de profissionais de cunho não científico, para o Programa Saúde da Família (PSF). E ali foram feitos treinamentos com 250 Rezadeiras cadastradas no serviço de saúde, além de cerca de 60 responsáveis por Terreiros de Umbanda.

O Programa, além de preservar os conhecimentos das Rezadeiras, ensina a reconhecer doenças que não podem ser tratadas e encaminhar o paciente ao posto de saúde. Com isso o Programa também tem ajudado a diminuir as divergências entre o conhecimento das Rezadeiras e o da medicina. O fato é que estas mulheres com muita fé e sabedoria têm proporcionado equilíbrio espiritual e ajudado na cura de males de muitas pessoas.

Reza contra mau-olhado e quebranto: Sinal da Cruz Deus te remiu Deus te criou Deus te livre De quem para ti mal olhou. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Virgem do Pranto, tirai este quebranto. Dizer a oração 3 vezes. Se quiser, a seguir pode fazer o ritual do azeite (é usual fazê-lo): ponha um pouquinho de azeite numa taça, molhe um dedo no mesmo e deixe cair cinco pingos num prato com água. Se o azeite se espalha: existe mau-olhado ou quebranto. Repita a benzedura, quantas vezes necessário, até que os pingos do azeite não se desfaçam. Axé!

Compilado de extra.globo

O QUE SIGNIFICA AMACI NA UMBANDA

By Biagio Grisi de Ogun Nagô

Um dos rituais mais importantes na minha opinião, é o que chamamos de AMACI.

A importância do Amaci

Eu aguardei ansiosamente pelo meu amaci, pois eu estava certa das minhas escolhas, certa dos meus passos. AMACI vem da palavra ‘amaciar’, ‘tornar receptivo’, é um ritual, uma espécie de iniciação que todos os médiuns umbandistas, iniciantes ou não, devem se submeter. É um ritual onde o objetivo é preparar o médium para receber as energias com equilíbrio. O amaci “fortalece” a ligação do médium com seu orixá e energias.

No dia do amaci é feita uma lavagem de cabeça (chacra coronário) com um preparado de ervas e água, seguido de rituais específicos da Umbanda tendo como objetivo a vibração do orixá do médium para mais perto desse filho. É neste ritual que é firmado o orixá do filho.  Assim completa a ligação do filho com o seu orixá. Esta firmeza é recolhida ao roncó onde é guardado e alimentado pela Mãe de Santo e hierarquia do terreiro autorizada pelo dirigente da casa. (obs.: os banhos de descarrego são feitos do pescoço pra baixo. Apenas a Mãe de Santo ou uma de suas entidades poderão lavar sua cabeça) O Amaci ‘desperta’ no médium o que ainda está adormecido, descarrega e dar paz ao chacra coronário (centro de recepção espiritual Superior).

O Amaci nos faz entrar em contato direto com o poder do Orixá, é um momento de grande emoção e que deve ser realizado de livre e espontânea vontade. Deve ser realizado por amor, lealdade e comprometimento com a Umbanda, com seu orixá e com o Plano Espiritual. É fundamental para quem quer seguir uma caminhada espiritual dentro dos fundamentos da Umbanda. É uma cerimonia única que quando bem orientada e bem realizada, o médium perceberá as mudanças que acontecerão em sua vida espiritual, e também em toda sua vida. Além do que já falamos anteriormente o amaci também cria uma ligação do filho com o terreiro.

Esse ritual é uma firmeza espiritual, ele abre nossa mente, nossos sentidos, nosso espirito e nossa alma. Obs.: o ritual pode mudar de um terreiro para outro.  

Resguardo dos Filhos:

03 dias antes do amaci, contando com o dia em que o ritual será feito:

• Não comer nada de origem animal (carne, leite, ovos, queijo, etc).

• Não manter relações sexuais.

• Não usar drogas e bebidas alcoólicas.

• Tomar 3 banhos de descarrego, um por dia, utilizando somente as ervas correspondente ao seu Orixá (de 1,3,5 ou 7 tipos de ervas), acendendo vela para o Anjo da guarda.

• Evitar qualquer tipo de contato físico, como abraços ou aperto de mão, etc.

• Não sair de cabeça descoberta entre às 18:00 horas da tarde e 6 da manhã.   Ervas para Banho:

• Oxalá: boldo ( tapete de Oxalá), hortelã, alfazema, alecrim, alevante, manjericão, alfavaca, girassol, camomila, manjerona, malva branca, mil folhas, salvia, rosa branca, poejo, funcho (erva doce).

• Iemanjá: folhas de lagrima de nossa senhora (capiá), hortelã, alfazema, rosa branca, flor e folhas de laranjeira, folha de trevo, jasmim, malva branca, pata de vaca marianinha.

• Xangô: folha de café, alevante, hortelã, ameixeira, erva de são João, mil homens (angélico), quebra pedra, alfavaca roxa, lírio do brejo, gervão, eucalipto limão, pariparoba.

• Oxossi: samambaia, capim limão, guiné, folha de araçá, pitanga, alecrim, malva cheirosa, alfazema, goiabeira, guaco, pariparoba, pitangueira.

• Ogum: aroeira, losna, mangueira, carqueja, espada de são Jorge, sávia, tanchagem, cana do brejo, alfazema, agrião, jabuticaba, arnica, pata de vaca.

• Oxum: camomila, erva cidreira, lírio, ipê amarelo, malmequer, arnica, alfavaca, samambaia, marcela.

• Iansã: bambu, romã, espada de santa bárbara, pessegueiro, catinga de mulata, folhas de morango, alfazema, gerânio vermelho, louro, pessegueiro.

Compilação terreiro caboclo Akuan

O QUE É PEMBA E PRA QUE SERVE

By Biagio Grisi de Ogun Nagô

Compilação Wikipédia

Pemba é um giz de calcário que é usado na Umbanda para muitas coisas, principalmente para se riscar pontos no chão. O que são pontos riscados? São os pontos de força daquela entidade que está em terra, ela risca no chão com a Pemba na Umbanda, geralmente branca, os seus símbolos mágicos, de onde vem, de qual falange pertence. Cada desenho feito com a Pemba neste ponto riscado tem um significado e uma utilização, ele pode retirar do local energias ruins, ele pode promover purificações, inversões de energias, e ou retornos das magias negativas. Estes pontos riscados são verdadeiros portais por onde são levados todos os males que o consulente tem. Estes pontos riscados estão ligados ao astral e podem atrair ou repelir energias. Existe Pemba de várias cores, cada uma com seu fundamento, mas a que mais usamos na Umbanda é a Pemba branca, pois o branco serve para tudo. Qual a importância de Pemba na Umbanda?

A Pemba na Umbanda é usada para muitas coisas, na verdade está presente em todos os atos ritualísticos, como casamento, batizados, trabalhos, mandalas, feitura de pai pequeno ou mãe pequena, na consagração do Ogam (tabaqueiro), amacis, curas, benzimentos, nos trabalhos magísticos, ou de imantação, cruzamentos e para consagrar objetos. A Pemba na Umbanda está presente em tudo. Ela é a ligação do mundo espiritual ao mundo material, onde as entidades de Luz utilização para realizar seus trabalhos, firmar suas energias no terreiro ou onde houver necessidade.

No atendimento do Preto velho é comum que a entidade faça com a Pemba cruzes nos pés, nas mãos, na nuca e na testa do consulente, como forma de protegê-lo e afastar o que estiver com ele. Não existe nenhum trabalho que não seja usada a Pemba, dito giras de Umbanda, onde ocorrera o atendimento e consulta dos consulentes. Pemba em Pó, para que serve? Há terreiros que no momento de abrir os trabalhos, depois da defumação, pegam um pó de Pemba branca e assopram. Qual a finalidade deste ato? É o de cobrir, criar uma camada de proteção na cabeça dos médiuns e da assistência, um campo mineral. Em um trabalho energético, devemos lembrar que as energias entram pelo chacra coronário, se ele estiver desprotegido, o médium pode não ter e nem receber as energias de suas entidades e acabar por assumir algumas energias negativas. Este pó de Pemba, é feito pelo Pai da Casa que rala a Pemba e a consagra em seu congar. Só depois de consagrado é que pode ser usado. Já as Pembas das entidades que riscam seus pontos no chão ou utilizam em seus consulentes, estas são consagradas pela própria entidade. Elas consagram baforando com seus charutos, cigarros ou cachimbos, e estas não precisam ficar no congá, podem ficar com os médiuns.

Como consagrar uma Pemba? Faça um círculo com a Pemba, coloque dentro do círculo a ou as Pembas a serem consagradas e acenda 7 velas uma de cada cor, menos a preta. Faça uma oração pedindo a Deus e aos Orixás que consagrem aquela Pemba para que você possa usá-la com sabedoria e para ajudar o próximo. Assim que todas as velas apagarem, basta retirar a Pemba, recolher os tocos das velas, e apagar o círculo com pano limpo e alfazema. Guarde a Pemba dentro de um saquinho feito de pano, para ela não pegar nenhuma impureza. E pronto, ela já estará pronta para ser usada.

Conclusão:

Como vimos neste artigo a Pemba é muito usada na Umbanda, em todos os seus rituais, mas não basta ter uma Pemba se ela não for consagrada, não tiver um espírito nela, se for assim, ela deixará de ser Pemba para ser apenas um giz. Assim como não basta consagrar a Pemba e o médium não estar preparado para o trabalho que a Umbanda realiza. Na Umbanda tudo tem fundamento, importância e um jeito certo de ser feito, se a Pemba é o que une o mundo espiritual ao mundo material, não podemos tratá-la de qualquer forma. A magia que existe em sua escrita, cada ponto riscado é uma magia, um portal por onde as energias ruins são enviadas e as boas trazidas, tudo que estiver de errado em um terreiro ou trabalho, basta riscar um ponto de força e ajustar as energias.

A Pemba é tão importante que costumamos chamar os filhos da casa, de filhos de Pemba, porque fazemos da importância que a Pemba tem dentro dos nossos trabalhos. Podem reparar que quando um trabalho de Umbanda vai começar, o chefe da Casa ou a entidade dirigente daquele trabalho, risca seu ponto logo na entrada da passagem para os passes e consultas. Quando o consulente passa por ele, algumas coisas já são retiradas e levadas para os seus devidos lugares.

Mas existe outra função e razão para este ponto riscado estar justamente na passagem da assistência para o atendimento, é para que nenhum espírito obsessor possa entrar nos trabalhos e atrapalhar. Claro que contamos com a proteção dos Exus para nenhum obsessor passar, mas se escapar de Exu não escapará do ponto riscado. Nós umbandistas temos até um ponto cantado para a Pemba na Umbanda, tamanha a sua importância. Ele diz assim: Deus salve a Pemba Também salve a toalha Salve a coroa É de nosso Zambi é o maior Salve a Pemba na Umbanda Gostaram o artigo? Se sim, compartilhe em suas redes sociais. Ficou com alguma dúvida, ou quer fazer algum comentário ou sugestão?

REUNIÃO DE ABERTURA

By Biagio Grisi de Ogun Nagô

Olá! Bom dia

Enfim chegou o dia da nossa primeira reunião do ano de 2021.

Por motivo da COVID-19, a reunião a ser realizada hoje 16 de janeiro de 2021, prevista para as 19:00 e término as 22:00 terá apenas dez pessoas entre membros e convidados.

Agradecemos a vossa compreensão e em breve, nos encontraremos.

Atenciosamente,

Biagio Grisi de Ogun Nagô

MACUMBA O QUE SIGNIFICA

O que é a macumba? Quais são as características? Quem prática?

Respondemos tudo isso e selecionamos algumas curiosidades.

Inicialmente, o significado da palavra macumba era um pouco diferente do atribuído hoje em dia. Primeiramente, a palavra descrevia um instrumento de percussão de origem africana. Podemos dizer que ele era semelhante ao atual reco-reco. Quem tocava esse instrumento era reconhecido como”macumbeiro”. Esse instrumento era muito usado por religiões como a Umbanda e o Candomblé. Consequentemente a palavra passou a ser usada para designar rituais religiosos sincréticos de matriz africana, na primeira metade do século XX. Isso aconteceu quando as igrejas neopentecostais e alguns outros grupos cristãos consideravam profana as religiões afro-brasileiras.

Atualmente, basicamente, macumba é uma variação genérica atribuída aos cultos afro-brasileiros, sincretizados com influências da religião católica, do ocultismo, de cultos ameríndios e do espiritismo. Ao observar a história das religiões afro-brasileiras, percebemos que a macumba é uma ramificação do candomblé.

Macumba certamente você ainda está um pouco confuso sobre o que significa a expressão. Devido a complexidade do termo e suas várias interpretações, isso é normal.  Etimologicamente, a palavra macumba possui uma origem questionável, no entanto, algumas fontes citam que talvez tenha se originado do quimbundo, língua africana falada principalmente no noroeste de Angola.

A prática da macumba muitas vezes é erroneamente associada com rituais satânicos ou de magia negra. Esta ideia preconceituosa começaram a se propagar em 1920, quando a igreja começou a soltar discursos negativos sobre a macumba. Na prática,na maioria das vezes a macumba está relacionada diretamente com os rituais praticados em alguns cultos afro-brasileiros, característicos pela manifestação mediúnica.

PONTOS RISCADOS

Compilação by Biagio Grisi de Ogun Nagô

O ponto riscado é um fundamento que nasceu juntamente com a religião de Umbanda. 

Mais do que simples desenhos, os pontos riscados são símbolos sagrados, além de ser um dos elementos que demonstram a autenticidade da incorporação. A entidade que realmente está incorporada em seu médium deve passar seu ponto riscado e ponto cantado os quais serão confirmados pela entidade chefe da casa. Não existe entidade na Umbanda que não risque ponto.

De exu à ibeijada todas as entidades,  devem riscar e firmar seu ponto. É através dele que a entidade indica sua origem e linha de trabalho e busca as energias para o cumprimento de sua missão. Obviamente que um médium em desenvolvimento não terá suas entidades riscando ponto da noite para o dia. Assim como o desenvolvimento mediúnico, é algo a ser trabalhado a longo prazo, pois, só se risca o ponto completo a entidade que está “firme”, ou seja, que já tem um domínio maior sobre a matéria do médium.

O médium em desenvolvimento, muitas vezes sem notar, passa por inúmeras experiências. Às vezes aparecem símbolos em sua mente, sonham com pontos riscados e cantados, etc. Essas experiências nada mais são do que a espiritualidade preparando o médium para o desenvolvimento. O desenvolvimento mediúnico não ocorre apenas dentro do terreiro, ele é constante em nossas vidas.

Por tal razão o médium deve estar sempre em sintonia com a espiritualidade, a fim de contribuir para o próprio progresso. Quando se vê “médiuns” em que suas “entidades” tremem ao riscar o ponto, ou “rabiscam” a tábua com símbolos indefinidos ou até mesmo se negam a riscar o ponto, é um evidente sinal que seu desenvolvimento ainda não está completo. Que ainda possuem uma consciência que interfere na vontade da entidade.

A entidade quando de fato incorporada, risca sem medo e sem dúvida, pois ela conhece o ponto a ser riscado. Falta nas situações apontadas acima, sintonia entre o médium e sua entidade e até mesmo o próprio desenvolvimento do médium. O médium jamais deve forçar sua entidade a nada. Muitas vezes o médium na pressa de “se desenvolver” realiza atos que apenas o irão expor.

Quando chegado o momento de riscar seu ponto a entidade irá fazer sem qualquer hesitação. Qualquer interferência do médium na incorporação é prejudicial, mesmo nos casos da mediunidade tida por consciente. A entidade entendendo que já chegou o momento, começa seu ponto.

Exemplo: uma flecha, uma folha, um raio, etc., e o deixa aberto. Não se trata do seu ponto riscado, mas sim de seu começo. Com o passar do tempo ela irá completando até dizer que está pronto. O circulo ao redor da tábua se dá apenas após a confirmação do ponto, sendo, geralmente, feito pela primeira vez pela própria entidade chefe. Já os médiuns graduados, estes já passaram pelo desenvolvimento inicial, por isso suas entidades riscam por completo sem qualquer hesitação.

Se a hesitação houver, é sinal que seu desenvolvimento também não foi completo ou está inadequado para a formação que possui. Dessa forma, verifica-se que apenas após a entidade riscar seu ponto e ele for confirmado pelo guia chefe da casa, é que a entidade estará de fato incorporada. Por essa razão é totalmente equivocado a utilização de materiais pela entidade antes de sua confirmação.

Por exemplo, utilização de capa e chapéu para exu, bengala para preto velho, bicos e enfeite para as crianças, ciganos, etc., por “entidades” que não riscaram o ponto. Ora, se ela não riscou o ponto, não se sabe quem é, não se sabe se de fato é a entidade ou se a própria cabeça de médium. Nem todo Exu usa capa! Nem todo preto velho usa bengala! Nem toda criança usa enfeites e bico! Por essa razão esses elementos só poderão ser utilizados pelo médium em que a entidade riscou e teve seu ponto confirmado, pois somente aí ELA poderá escolher de fato os elementos que deseja utilizar em seu trabalho e não o médium.

Também é desaconselhado o médium em desenvolvimento procurar na internet pontos riscados ou comprar os famigerados livros de pontos riscados. O ponto riscado é algo individual de cada entidade. Como já visto em estudos anteriores, mesmo que duas entidades pertençam a mesma falange, como por exemplo o Caboclo Sete Flechas, raramente o ponto dessas entidades serão idênticas. Haverá sim semelhanças, mas cada espírito terá suas peculiaridades.

O ponto riscado como dito acima virá com naturalidade. Com o tempo e não da noite para o dia como pensam alguns. A pressa só atrapalhará o sadio desenvolvimento do médium. O médium não deve se sentir menosprezado por que sua entidade não riscou o ponto. O desenvolvimento mediúnico não é igual para todos, pois, cada pessoa possui a mediunidade em um determinado nível sendo alguns mais aguçados que outros.

Como dito acima, deve ter paciência e buscar o correto desenvolvimento passo a passo. Os pontos riscados além de identificar a entidade, poderão ser utilizados para descarregos, firmezas, amacis, cura, segurança, etc. São pontos que a entidade, após sua confirmação, utilizará em seus trabalhos. Cada símbolo, cada risco tem um significado o qual deve ser explicado pela entidade que o risca. As pembas com que eles são riscados, conforme já explicado no estudo sobre elas, vão depender da linha que a entidade trabalha e do objetivo que está riscando. Esse é um fundamento que não deve se perder! Nasceu com a Umbanda e nela deve permanecer.

“Umbanda tem fundamento e é preciso preparar!”

Fonte: terreirocaboclajurema

A MÚSICA NÃO PODE PARAR

By Biagio Grisi de Ogun Nagô

Tentaram calar os nossos atabaques no passado, mas a garra dos nossos ancestrais, não deixaram que nossos espíritos ficassem presos.

Muitos irmãos nossos sucumbiram, na travessia de além mar e nos campos de café e engenhos de cana-de-açúcar.

Nossas mulheres foram escravizados através do sexo, tornando-as, meretrizes. Os nossos filhos, ficaram a mercê da própria sorte.

A música foi e é a renovação da nossa alegria que estava presa, e o ódio que tínhamos pelos escravisadores, acabou-se.

Por isso, cantavamos e cantamos a nossa cultura, para nós fortalecer.

A música renovou o nosso povo!

AROEIRA NA UMBANDA

Compilação by Biagio Grisi de Ogun Nagô

A aroeira é uma planta medicinal que pode ser conhecida por vários nomes, tais como: aroeira-mansa, aroeira brasileira, aroeira vermelha, árvore de aroeira, cambuí, dentre vários nomes populares. Ela é uma árvore pequena, podendo chegar de 7 a 8 metros de altura, seu caule é tortuoso e sua casca em um tom de vermelho escuro, suas flores são pequenas e de cor verdes amareladas.

Tem propriedade adstringente balsâmica, diurética, anti-inflamatória, antifúngica, antibactericida, tônica e cicatrizante ginecológico. E é indicada para azia, gastrite, febre, cistite, uretrite, diarreia, blenorragia, tosse, bronquite, reumatismo, íngua, dor de dente, gota e ciática.  Para fins terapêuticos são utilizadas as cascas, especialmente para chá, e as outras partes da planta, para preparar banhos.

Quanto ao seu uso ritualístico essa erva vibra na irradiação do orixá Ogum, muito utilizada pelos exus guardiões. Utilizada como banho forte de descarrego, que forma escudo de proteção contra demandas. No defumador é efetiva contra larvas e miasmas astrais. O banho de descarrego com essa erva tem um propósito muito específico como a cura de males decorrentes do corpo e restauração da imunidade.

Esta planta possui propriedades medicinais importantes e que também podem ajudar a prevenir e tratar dores musculares, desânimo, males do trato urinário e reumatismos. Além disso, o banho de descarrego com aroeira pode ser utilizado por mulheres no pós-parto e na higiene íntima para ajudar a proteger a flora vaginal. Porém tome cuidado, a aroeira que traz todos esses benefícios é conhecida como aroeira-mansa ou vermelha, a aroeira branca é prejudicial a sua saúde e deve ser evitada.

Luiza de Oxum

BENJOIM NA UMBANDA

Compilação by Biagio Grisi de Ogun Nagô

Benjoim – Styrax benzoin

Conhecida como Benjoeiro é uma árvore nativa da Sumatra, muito apreciada nas Américas e Europa e também no Oriente, ou seja: todos os povos apreciam os benefícios farmacológicos, energéticos e, também, a fragrância dessa planta, para a produção de incenso devido ao seu odor ter fama de afastar más influências. O Benjoeiro atinge até 20 metros de altura e se adaptou bem ao Brasil. A parte do Benzoeiro utilizada na fabricação de incenso é a sua resina a que se dá o nome Benjoim, obtida através de cortes no seu tronco.  

Além do perfume agradável, o Benjoim também possui propriedades medicinais antisséptica e  expectorante, também é indicado no tratamento de gases do intestino, facilita a digestão, alivia irritação e feridas, trata, ainda, inflamação de garganta e brônquios, problemas da pele e, ainda, por  seu odor é utilizado na produção de perfumes. Possui, ainda, ação fungicida e bactericida. Do Benjoeiro é utilizado o óleo extraído do tronco do qual são feitos  também tintura, unguentos e inalação de seus vapores. Após colhida a resina (benjoim), essa se apresenta sob forma de fragmentos arredondados ou ovóides, irregulares, de cor creme esbranquiçada. Se parecem à primeira vista com pedras, são duras e quebradiças. 

Na Umbanda, utiliza-se o Benjoim nas defumações, por essa resina ter a capacidade de dissipar energias negativas dos ambientes. Favorece mais energia mental e a vontade das pessoas sujeitas à defumação com essa poderosa resina. Também atrai alegria e prosperidade, razão pela qual é cantada em praticamente todos os rituais de defumação da Umbanda.

Os rituais de defumação são essenciais na Umbanda, que nos lembremos de agradecer ao Pai Olorum por nos cercar de tantos recursos a fim de nos proteger, limpar e energizar. Lembrando ainda, de agradecer às plantas que sempre nos oferecem seus tesouros seja nos alimentando, curando nossas doenças, limpando nossas energias ou mesmo embelezando nossa vida.

“… alecrim, Benjoim e alfazema, vamos defumar filhos de fé…”

Hélida de Nanã

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